Após atraso, viaduto estaiado será inaugurado no Tatuapé

Quase quatro anos depois do início das obras e de ter quatro prazos de conclusão, o viaduto estaiado do Complexo Viário Padre Adelino, no bairro do Tatuapé, zona leste de São Paulo, será inaugurado no domingo (28).

A estrutura, sobre a avenida Salim Farah Maluf, deverá receber o nome do antigo arcebispo de Mariana, Luciano Mendes de Almeida. A inauguração ocorre justamente no fim de semana que marca o quinto aniversário da morte do bispo. Com um mastro de 43 m de altura e 40 estais azuis, a ligação, que tem duas faixas por sentido, custou R$ 29,9 milhões.

Por ela, está prevista a passagem de uma linha atualmente desativada de trólebus – os braços de metal para segurar os fios que alimentam os ônibus já estão sendo instalados. Segundo a Siurb (Secretaria Municipal de Infraestrutura Urbana e Obras), o outro viaduto do sistema, que liga as ruas Catiguá e Engenheiro Balem, também será aberto.

Ao custo de R$ 114 milhões, o complexo viário foi construído para melhorar a fluidez no trânsito da Salim Farah Maluf. As obras incluíram o alargamento do Viaduto Pires do Rio e a criação de alças de acesso. Quando estiver totalmente aberto, dois cruzamentos na avenida – o das ruas Restinga e Padre Adelino – perderão os semáforos. A previsão da CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) é de que 6.500 veículos circulem nos novos viadutos nos horários de pico.

Queixas



Os moradores de ruas próximas reclamam dos atrasos para a conclusão da obra, cujo prazo foi alterado quatro vezes pela gestão do prefeito Gilberto Kassab (sem partido): primeiramente 2009; depois, março, maio e, finalmente, agosto deste ano. Egler Cunha, de 60 anos, disse que a obra não deve resolver o problema.

– Não entendo por que demorou tanto para acabar. No fim, acho que vai ajudar a resolver só um pouco o trânsito.

A Siurb informou, por meio de nota, que o prazo se estendeu principalmente por causa de atrasos nas desapropriações, como a do terreno na cabeceira oeste do viaduto. Já para o advogado Eugênio Guadagnoli, que há alguns anos integrou um fórum de discussões sobre o complexo viário, houve falha.

– Atrasar uma obra porque não se planejou logo a desapropriação indica falta de um planejamento efetivo.

Outra queixa se refere ao nome escolhido para o viaduto. Segundo Guadagnoli, parte dos moradores gostaria que o viaduto fosse batizado como Braz Jaime Romano, um jornalista do bairro – a proposta chegou a virar projeto de lei na Câmara Municipal, juntamente com outros três nomes, incluindo o de Jacques De Molay, templário do século 13. No fim, optou-se pelo nome do ex-bispo auxiliar da capital, D. Luciano Mendes de Almeida, arcebispo de Mariana (1930-2006), e que também foi auxiliar de d. Paulo Evaristo Arns na zona leste de São Paulo.

Fonte: Agência Estado



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